Um novo (e necessário) site em saúde

O site Outras Palavras, dedicado ao jornalismo político no campo da esquerda brasileira, anuncia um brotamento especializado em saúde pública, sob responsabilidade das jornalistas Maíra Mathias e Raquel Torres. Outra Saúde, de emissão semanal, publicará ao menos uma reportagem de produção própria, que ajude a destrinchar questões atuais e polêmicas, entre outras, as agruras do SUS; os riscos de privatização e a resistência da população e do setor; os percalços dos usuários dos planos privados; as disputas no Congresso e no Judiciário. Os primeiros textos já estão no ar. Leia adiante… Continuar lendo

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Em busca de boas experiências em saúde

Marcos Pestana, Deputado Federal pelo PSDB de Minas Gerais é pessoa muito respeitada quando o assunto é saúde. Ele foi Secretário de Saúde em Minas em dois mandatos, talvez o mais jovem que tenha assumido a pasta, e sua atuação parlamentar tem se pautado pela defesa do SUS e da atuação pública nas políticas sociais em geral. Neste artigo, publicado no periódico eletrônico Congresso em Foco ele analisa o Acordo de Cooperação Técnica com os governos espanhol e português, firmado pela Câmara dos Deputados, visando a troca de experiências sobre a gestão dos respectivos sistemas de saúde. E ele acentua: “em boa hora, porque a política brasileira tem andado mais perto dos constantes casos de corrupção, e mais distante daquilo que interessa a todos: a melhoria da qualidade de vida a partir de políticas públicas consistentes”. Leia a matéria completa no link a seguir: http://m.congressoemfoco.uol.com.br/opiniao/colunistas/o-aprendizado-permanente-nas-politicas-de-saude/?utm_source=CongressoemFoco&utm_campaign=36a85c237d-EMAIL_CAMPAIGN_2018_02_16&utm_medium=email&utm_term=0_96c738fd51-36a85c237d-171753201

Pedro Tauil: este tem o que dizer!

Com grande satisfação, registramos e divulgamos aqui a participação do Prof. Pedro Luiz Tauil, membro do Observatório da Saúde do DF, no projeto 2022: o Brasil que queremos. No vídeo ele aborda, com propriedade, temas tão diversos como formação médica, políticas de controle de endemias e, particularmente, febre amarela. Não percam. Assistam o vídeo no link a seguir:
https://www.youtube.com/watch?v=r0MYYBNGOXg&index=1&list=PL9IsItk2XEKRqtfr7DWz4_jguc0vW6ZGN

Por que este blog não está no Facebook?

Como um blog especializado em saúde, interessado na divulgação de ideias, tudo o que queremos ter é leitores. De preferência, leitores ativos e participantes. O terreno em que disputamos este nobre personagem – Sua Excelência, o Leitor – todavia, é muito populoso e disputado. Alguns nos sugerem: postem suas mensagens também no Facebook, a famosa rede social que hoje em dia virou praticamente sinônimo de internet. Temos nos recusado e pretendemos nos manter afastados disso. Querem saber o por quê? Continuar lendo

Mais médicos (e não mais do mesmo…)

A OPAS acaba de divulgar estudo produzido por especialistas brasileiros, avaliando o programa Mais Médicos. Em resumo, eles afirmam que embora ocorram diferenças no padrão de atenção dos médicos oriundos de Cuba, que são maioria no programa, foram destacados pela população o compromisso com a população, a empatia, o respeito e o humanismo com que estes profissionais tratam os pacientes. Saiba mais… http://iris.paho.org/xmlui/handle/123456789/34585

Demorou…

O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a obrigação de planos de saúde reembolsarem o Sistema Único de Saúde (SUS) quando os clientes realizarem tratamentos na rede pública. Mais cedo, nesta quarta, o STF também validou a lei que obriga os planos de saúde a informar aos clientes sobre os motivos de atendimentos terem sido negados. O ressarcimento está previsto numa lei de 1998 que regula os planos de saúde, mas vinha sendo contestado na Justiça por entidades do setor. A decisão do STF põe fim à controvérsia, obrigando os demais tribunais a seguirem o entendimento.

Saiba mais… https://g1.globo.com/politica/noticia/stf-mantem-obrigacao-de-planos-de-saude-ressarcirem-sus-por-tratamentos-de-clientes-na-rede-publica.ghtml

Serviços públicos: a esperança sobrevive

O Correio Braziliense de 31 de janeiro último nos dá conta que ao menos duas escolas públicas do Distrito Federal bateram recorde no número de aprovados no Programa de Avaliação Seriada (PAS). Localizadas em Ceilândia e Brazlândia, o Centro de Ensino Médio (CEM) 2 e 1, respectivamente, levaram mais de 100 alunos a Universidade de Brasília (UnB). O crescimento no número de admitidos se deve a um formato de ensino focado no vestibular. Além disso, diretores e alunos ressaltam que o sistema de cotas para alunos da rede pública também é um influenciador para o resultado positivo. Ótimo! Mas o que será, afinal, este “formato de ensino focado no vestibular”? Mas não deixa de ser uma boa notícia, principalmente para quem (ainda) acredita que também o Estado pode oferecer serviços de qualidade, seja na Saúde ou na Educação. Saiba mais… Continuar lendo

Eternos dilemas na Saúde

De nosso amigo Amaro Luiz Alves recebemos o link abaixo, acompanhado do comentário “vendedores de ilusões desistiram do ocidente e agora estão atacando na Ásia”. Trata-se da questão das reformas de sistemas de saúde, no caso, desenvolvidas na Tailândia, dentro da óticas da cobertura universal, termo cunhado pela OMS para designar a flexibilização dos processos de financiamento do setor, de forma a abranger também o desembolso pessoal, e não apenas estatal. É uma discussão ainda longe de consenso, embora a ênfase no out-of-pocket individual pareça estar em baixa. Acompanhe. Continuar lendo

Não chegaram atrasados, Excelências?

Noticia o Correio Braziliense que as obras do famigerado Trevo de Triagem da Asa Norte e estão sob a mira do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que divulgou relatório no dia 30 de janeiro de 2018, mostrando que resíduos de construções nesses bairros escorrem por galerias e pelo solo até chegar ao Lago Paranoá, onde o material se acumula formando, inclusive, ilhas sobre o espelho d’água. Ótimo! A questão é que essas obras estão em andamento há pelo menos dois anos e só agora Suas Excelências resolvem agir. E já deve estar pensando em proferir aquele famoso “pára tudo!”, que lhes é peculiar. Boa maneira de somar prejuízos ambientais e materiais e deixar a questão principal sem ser atacada. Vamos combinar: controle tardio e fora de hora não adianta nada – é mera controlose, ou seja, uma patologia do que deveria ser a real tarefa de quem é encarregado de zelar pela coisa pública… Algum holofote deve ter se acendido na Asa Norte… Continuar lendo

De quem menos tem, mais se retira…

Já comentamos aqui no blog sobre a verdadeira proliferação das chamadas clínicas populares, fenômeno não só do DF, mas do Brasil como um todo. Na Folha de são Paulo desta semana o médico paulista Julio Abramczyk comenta sobre a recente regulamentação das mesmas pelo CFM, pelo menos do que diz respeito à publicidade. O conteúdo das decisões do Conselho parece supérfluo e mesmo superficial, como aliás faz parte quase obrigatória do modus operandi da corporação, quando se trata de defender efetivamente a clientela (porque os doutores geralmente são bem defendidos…). Mas voltando ao DF… Continuar lendo

Pena que não exista vacina contra ignorância e má fé…

A jornalista Claudia Colucci, da Folha de São Paulo, profissional de alta credibilidade na área da saúde, comenta em sua coluna de 30 de janeiro de 2018, que um médico homeopata de São Paulo anuncia nas redes sociais que dispõe de uma vacina contra a febre amarela, baseada na homeopatia e na biorressonância (sic), com suposta eficácia ainda maior do que a vacina tradicional, além de não apresentar sem efeitos colaterais. Procurado pela reportagem da FSP, o homeopata paulistano declarou ainda que “não se trata de uma simples vacina, com fórmula final pronta” e também que ele não pretende desaconselhar a vacina de vírus atenuado recomendada pelas autoridades de saúde, pois, segundo ele, sua terapia se baseia em  ”uma análise personalizada para avaliar quais deficiências imunes e orgânicas estão presentes e como corrigi-las através da homeopatia” (seja lá o que isso for…). Leia a entrevista do tal sujeito, um primor de desfaçatez e irresponsabilidade… E tem gente que acredita… Acesse: http://m.folha.uol.com.br/colunas/claudiacollucci/2018/01/1954370-ate-vacina-homeopatica-integra-rol-de-absurdos-e-boatos-sobre-febre-amarela.shtml?loggedpaywall=

Transporte público no DF: será que tem solução?

 Como todo mundo sabe, o transporte coletivo em Brasília é uma lástima. E tem fortes repercussões sobre a saúde da população, em termos de stress, acidentes, assaltos, impedimentos de se frequentar serviços de saúde etc. Ônibus lotados, linhas insuficientes, atrasos, tarifas elevadas, metrô limitado, falta de transparência nos contratos do governo com as empresas e muito pouca participação da sociedade na gestão dos serviços. E por cima de tudo, greves e mais greves, com avisos em cima da hora à população e prejuízos generalizados (mas certamente maiores para os usuários do que para os patrões e empregados envolvidos). O site Congresso em Foco acaba de promover um grande debate com o tema “Transporte coletivo em Brasília. Tem solução?”, em Santa Maria (DF), com a presença de moradores da cidade, e representantes de diversos setores da sociedade civil. A iniciativa pretende estimular a sociedade a discutir questões fundamentais para o país, de forma democrática e plural, sempre priorizando a busca de soluções consensuais. Leia mais: Continuar lendo

E a caravana passa…

Em adendo ao nosso post recente sobre a criação do Instituto Hospital de Base do DF, aí vão algumas informações pertinentes ao tema. Pelo que se vê, enquanto alguns se agitam e degladiam a respeito da possível má fé e incompetência das autoridades, do outro lado da linha as coisas andam. Melhor ainda se andarem bem…

Acesse http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2018/01/21/interna_cidadesdf,654581/os-principais-desafios-do-novo-hospital-de-base.shtml

E a Descentralização, a que será que se destina?

Nosso amigo e membro ativo do Observatório da Saúde do DF, Vitor Gomes Pinto, nos traz um atual e oportuno texto de dois economistas do BID (Radics e Muñoz – ver referência abaixo), sobre o qual comenta: “Na verdadeira salada em que se transformaram as relações no dia a dia entre os governos federal, estaduais e municipais através do Ministério e das respectivas Secretarias de Saúde, a discussão sobre os efeitos da descentralização brasileira no âmbito do SUS – Sistema ‘Único” de Saúde – constitui um tema sem dúvida atual, especialmente diante da cada vez mais urgente necessidade de reinventar o modelo originário da Constituição de 1988, transformando-o verdadeiramente num Sistema Brasileiro de Saúde.” Continuar lendo